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Cancioneiro das Trópas Pára-Quedistas
Pára-quedista que andas em terra


Pára-quedista 
Que andas em terra
A tua alma encerra
Saudades do ar
E na conquista
Beijam-te as moças
Só p'ra que não ouças
Teu peito a vibrar
 
A morte é franca.
Já te foi apresentada.
Ela de ti não quer nada,
Tem amor aos arrojados.
A asa branca
Quando a trazes desdobrada
É como a saia rodada
Da moça dos teus pecados.

Pára-quedista 
Que andas em terra
A tua alma encerra
Saudades do ar
E na conquista
Beijam-te as moças
Só p'ra que não ouças
Teu peito a vibrar
E quando em guerra
Ao saltar fendendo o espaço,
Hás-de dar um grande abraço
Aos anjos que andam no céu.

E quando em terra
Enfrentares audaz o perigo,
Gritarás ao inimigo:
"Alto ai, aqui estou eu!"


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